Como fazer um Planejamento Financeiro Familiar

Postado em | janeiro 18, 2010 | 2 Comentarios

Planejamento

Planejar é construir o futuro. Quando se trata de planejamento financeiro familiar, necessitamos considerar os valores que iremos receber (ENTRADAS) menos todas as contas a serem pagas (SAÍDAS). Nas entradas são considerados todos os rendimentos como salários, aluguéis, aposentadorias e quaisquer valores que entrarão para fazer face às saídas, tais como aluguel, condomínio, alimentação, escolas, saúde, vestuário, lazer e outros.

Equilíbrio Financeiro

Tomando-se o total das entradas menos o total das saídas, calculamos a situação financeira no período adotado, que poderá mostrar sobra ou falta de dinheiro. Havendo sobra poderemos escolher entre aplicar em uma poupança ou se vamos aumentar as despesas. A decisão recomendada é procurar uma aplicação financeira. Essa escolha nos dará a certeza de que os rendimentos são suficientes para pagar as despesas e ainda a certeza de guardar dinheiro para garantia do futuro familiar.

Poupanças

Apresentamos a seguir algumas possibilidades para a família investir:

  • Plano de Aposentadoria Complementar – garantia de renda futura para termos tranquilidade quando quisermos reduzir o ritmo das atividades. Há a taxa de administração que deve ser verificada antes da aplicação, escolhendo-se a menor.
  • Compra de imóvel a prazo: para morar trás economia do aluguel. Se for compra para alugar, manteremos o patrimônio e teremos ainda o rendimento mensal, aumentando o valor disponível para poupança.
  • Fundos de Renda Fixa: é uma forma de aplicação financeira, formada por um consórcio de vários investidores. Os bancos oferecem diversas modalidades. Cada investidor terá um valor de cotas. A taxa de administração é que deverá ser analisada pelo investidor.
  • Fundos de Renda Variável: em geral é composto por carteira da ações e, têm o risco da Bolsa de Valores. O valor da cota é atualizado diariamente e o cálculo do saldo do cotista é feito multiplicando o número de cotas adquiridas pelo valor da cota no dia. Trata-se de aplicação de maior risco.
  • Caderneta de Poupança: considerada a aplicação mais segura, mas sua remuneração é baixa. Durante a crise de 2008/9, voltou a ser considerada boa aplicação diante da queda geral dos rendimentos de outras aplicações.
  • Títulos de Capitalização: Desvantajoso para o aplicador que deve considerar uma taxa de administração de 15% sobre os valores investidos. Pode ser a pagamento único ou pagamento mensal com correção pela TR. O apelo são os sorteios de grandes valores, em geral, mensais. Todas as entidades são controladas pela Superintendência de Seguros (SUSEP). É considerada uma poupança acoplada de uma loteria.

Consumo

Vivemos época de grande consumismo e a educação financeira nos ajudará sempre a escolher melhor no que gastar. Os celulares pré-pagos são bons exemplos porque sabemos quanto podemos gastar.

Dívidas

Sempre evitar, mas se forem necessárias recomendamos liquidar as de maior valor. Evitar crediários e pagar sempre os saldos dos cartões de crédito para evitar as elevadíssimas taxas de juros.

Autor: João B. Sundfeld é economista, mestre em educação, professor de Planejamento Estratégico e Finanças, sócio da Sundfeld & Associados

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